| Diversões na sala de aula

A não ser que você seja muito burro (o que é o caso de alguns leitores desse blog), já deve ter se dado conta de que as férias estão acabando. Sim, meus caros amigos, estão acabando as nossas queridas férias de julho, passadas basicamente com nossa amiga televisão e nosso colega computador banhados a chocolate quente e pão de queijo - se você ficou em casa - ou a maravilhosos festivais de inverno, como a Festa do Morango - se você foi viajar.

Agora, se você for muito, mas muito burro mesmo, e não perceber que o fim das férias traz uma consequência terrível, abrirei seus olhos: ESTÃO VOLTANDO AS AULAS.


você, desesperado.

CALMA! Não precisa se desesperar! O Qui Cosa Mar Linda (admito, o nome é difícil) traz, esclusivamente para você, DIVERSÕES NA SALA DE AULA!!! Vamos começar pelo maior dos jogos de sala de aula: batalha naval.

Batalha naval é um jogo muito simples. Pra jogar, você vai precisar de um quadrinho como esse. Taí de presente pra você imprimir e levar pra escola. Perceba também que não é difícil de concluir como se joga olhando para o desenho (feito pixel por pixel pela minha pessoa), mas como você é meio burro eu vou explicar. Detalhadamente, é claro. Não vamos nos esquecer de que você é burro.

 - Pare de me ofender! E faça o favor de explicar logo como se joga isso.

Tá! Calma! Estressado... ¬_¬ Vamos lá:

  1. Imprima duas cópias da imagem. Vou facilitar recolocando o link aqui. Não que você seja incapaz de procurar (não estou ofendendo!). Se quiser economizar papel, imprima na mesma sulfite.
  2. Você vai ver duas tabelas constituídas de 400 quadradinhos cada. Verifique este número contando os quadradinhos.
  3. Cada uma dessas tabelas é um campo de batalha. Antes que você se precipite, vou logo avisando: NÃO rasgue o papel de modo que você fique somente com 1 tabela. Cada jogador vai precisar das duas.
  4. Pare de criar dúvidas pois assim você irá transformar uma explicação simples como essa em um mega-texto-com-ícones.
  5. À direita do seu campo de batalha estão diversos quadradinhos, cada um representando um tipo de embarcação. As embarcações são: 1 porta-aviões; 1 cruzador; 2 josefinas; 6 submarinos e 3 destroyers. Você deve situa-los em seu campo de batalha na posição desejada - exceto pela diagonal. Para fazer isso, basta contornar o número de quadradinhos que a embarcação requere. O campo de batalha do seu adversário deve permanecer em branco até o início do jogo.
  6. Depois que você e o seu adversário já colocaram suas embarcações em seus devidos lugares, cada um em sua tabela, o jogo já está pronto para começar. Tirem par ou ímpar ou cara-coroa para ver quem começa.
  7. Vamos supor que você ganhou. Escolha então um quadradinho no campo de batalha do adversário e localize-o conforme sua posição relativa à coluna de números e à coluna de letras. (Isso não é difícil: A-14, J-19, H-3...). Seu oponente então responderá se você acertou alguma embarcação ou se você errou o tiro. Assim você terá duas alternativas:
  8. ALTERNATIVA A: VOCÊ ERRA: Caso você erre, seu oponente deve gritar "ÁGUA!" e então será a vez dele. Na vez dele, tudo ocorrerá como na sua vez. Exceto que ele provavelmente é mais esperto que você - afinal, você precisou de instruções para jogar Batalha Naval - e ele terá chances de acertar.
  9. ALTERNATIVA B: VOCÊ ACERTA: Na improvável possibilidade de você acertar, seu oponente deve dizer qual embarcação você acertou. Por exemplo: Se você acertar um porta-aviões, ele dirá "Acertou meu porta-aviões" (eu disse que não era tão difícil assim, não disse?!). Dessa forma, você saberá quantos quadradinhos faltam para afundar a embarcação e dará tiros em volta daquele quadradinho. Afinal, afundar a embarcação era seu objetivo desde o princípio. Da mesma maneira, ele deve te avisar quando você afundar a embarcação. Ah, e se você acertar você pode dar outro tiro - se acertar de novo, mais um tiro; e assim por diante até que você erre.
  10. O jogo segue dessa forma até todas as embarcações de um jogador serem afundadas. O jogador que as afundar será o vencedor.

Eu disse que não era um jogo complexo. A única dificuldade foi fazer informações simples como essas entrarem na sua cabecinha. Agora que você já sabe, imprima suas folhinhas e vá à escola se divertir. Seus professores vão amar, e quem sabe organizem um campeonato.

Se você não for suspenso, é lógico.

PS: Você que se vire para descobrir outras formas de diversão na sala de aula. Isso deu um pouquinho de trabalho pra fazer, sabe... E tudo bem que você seja burro, mas todo mundo sabe jogar Jogo-da-velha. Pelo menos.
PS2: Quinta-feira(22/07) foi dia de comemorar um ano de coisas lindas. Só pra deixar marcado.

:: Postado por Fêu às 12h03
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| Coisas da vida

Era mais um dia normal de férias em que eu, contrariando o calendário, estava me dirigindo à escola. É, eu sei. Mas enfim, como eu dizia, eu estava indo para a escola e mais uma vez consegui atravessar a Radial Leste sem ser atropelada, como que por milagre. "Como que por milagre" eu digo porque é inexplicável o fato de eu conseguir passar pela faixa de pedestres de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo lendo uma novela qualquer sem ser atropelada - mas isso não vem ao caso.

Bem, deu que eu tinha chegado intacta ao outro lado e estava agora passando pelo farol de debaixo do viaduto, que estranhamente não estava infestado de vendedores ambulantes como é de costume. E, pausando minha leitura para olhar em volta, percebi que nem mesmo o viaduto estava com seus habituais moradores circulando pela área - drogados, prostitutas e vagabundos da região. Bem vindo à Mooca. - e não tive que me preocupar com o ataque dos ferozes vira-latas sem dente que passam a vida coçando na porta do Senai. "Sinistro!", pensei eu.

Qual não foi minha surpresa ao notar que todas essas figuras, juntando-se alguns barulhentos universitários da São Judas e algumas das tradicionais velhinhas e pombas do bairro estavam amontoados em volta de alguma coisa indistiguível embrulhadinha no chão. "Pronto, acharam o corpo do cara que eu enterrei na regional mês passado!", pensei eu novamente.

Meu plano era segurar o estômago e dar uma olhadela no estado do defunto, mas qual! Não se tratava de um defunto, e sim de 8 cachorrinhos, pretos, brancos, malhados, marronzinhos, lindos e fofuchos até pra quem tem medo de cachorro como eu. Fiquei boba (e feliz, claro, já que dessa vez meu advogado não iria conseguir condicional como quando eu assaltei um banco vestida de Barbie praia), e aparentemente eu não era a única nesse estado:
- Awhhh!, que coisinhas mais lindas! - disse uma provável estudante de Educação Física, abraçando o namorado futuro arquiteto.
- Vó, me deixa levar um pra casa! - disse uma garotinha com duas tranças para a avó, que pela espessura da lente de seus óculos ainda estava tentando descobrir o que era aquilo.
- Olha a agüinha... - disse o vendedor de suco Tampico trazendo um potinho vazio de margarina com algo que deduzi ser o gelo derretido do isopor para a nova mamãe, ao que a mulher de profissão antiga revidou:
- Deixa de ser otário, Jão! Filhotinho num bebe água, seu mané!
- Olha a camiseta do Timão, Dez real, Dez real...
- Marmelada, Goiabada, Requeijão, Mocotó... - dizia o bêbado contando os filhotes na ponta dos dedos. Acredito que eram os nomes dos filhotes, mas a Aline provavelmente diria que ele só tava com fome...
- Prru...Prru...
- Alô? Mãe, tem um cachorrinho me seguindo, posso levar pra casa?!
- Deixa de ser besta menina, os cachorrinhos não podem se separar da mãe ainda! - disse uma menina para a amiga quando percebeu que esta estava com o celular em punho praticando seu discurso.

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Mais ou menos uns vinte minutos depois, quando eu voltava da escola, a multidão já havia se dissipado. Salvo o bêbado, que ainda dava nome de geléias aos recém-chegados. Obviamente, ele havia contado mais filhotes do que haviam. Um casal, que vinha brigando na minha frente, parou de discutir no momento em que avistaram os cachorrinhos.
- Olha que gracinha, amor!
- É mesmo.

Pequenos milagres da cidade grande.

:: Postado por Fêu às 19h01
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Aposto que o time do Br'OZ ganha.

:: Postado por Fêu às 23h14
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| Contos do Camargo

A Escola Técnica Estadual Professor Camargo Aranha fica em São Paulo, mais exatamente situada no isolado bairro da Mooca - que estranhamente não se considera parte da Zona Leste. É. Tem um semestre que eu estou estudando no Camargo e sei mais sobre a cultura e tradição locais do que qualquer um que estude lá desde o primeiro ano. Pois bem, vejo que você precisa de um exemplo.

"Camargo Aranha
Entra virgem, sai piranha!"


Um pedacinho do nosso hino, só pra vocês terem uma idéia.

Então, periodicamente (ou seja, quando eu não tiver inspiração para escrever alguma coisa melhor) eu contarei aqui um dos Contos Proibidos do Marquês de Sade Contos do Camargo, ou seja, histórias reais que merecem um pouquinho de destaque. Hoje, para inaugurar, contarei a história da Marildinha.

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Era uma bela tarde ensolarada de 1º dia de aula quando Bruna (minha irmã mais velha, ela será a nossa condutora nessa história) entra na escola disposta a dar tudo de si nos estudos. Ou não. Vocês conhecem minha irmã. De qualquer maneira, Bruna se dirige diretamente aos seus amiguinhos que estavam parados em uma aglomeração em volta de André e sua mochila, que curiosamente estava se mexendo.
- E aí, André, o que você tem nessa mochila?
- Ah, é a Marildinha!
- Marildinha?
- É, minha galinha.
- Sei. Então quer dizer que você comprou uma galinha, trouxe pra escola e deu o nome da diretora pra ela?
- Foi!
Bruna, incrédula, olhou para a mochila - ainda se mexendo - e olhou de volta para André.
- Tá. Então você vai querer que eu acredite que tem uma galinha nessa mochila?
- Galinha não! Marildinha. Uma moça de família.
- Ahãm, sei.
- Ah, tá duvidando, é?! Então vem aqui ver.
Mesmo contrariada, nossa intrépida heroína foi na direção da mochila disposta a admitir que tinha caído na pegadinha do André, muito velha por sinal, na qual seus amigos sacudiam a mochila com o objetivo de ver quantos patos caíam. Já estava admitindo a derrota quando a mochila se abre e aparece, em uma tentativa de fuga desesperada, a Marildinha - que olha diretamente em seus olhos e diz:
- CÓ!
E naquele dia todo mundo levou suspensão.

:: Postado por Fêu às 23h11
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. Eu, mais ou menos! . Fernanda
16 anos
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